O CinemaScope foi
introduzido em 1953 com o filme «The Robe». Os cartazes anunciavam "o
milagre moderno que você vê sem óculos" e "som estereofônico de alta
fidelidade". A primeira frase visava esclarecer o público que iria ver
um espetáculo em grande écran sem os inconvenientes dos filmes em 3D.
O som estereofônico demorou a constituir padrão, a adotar pela
generalidade das salas. Mesmo hoje existirão salas sem som
estereofônico, apesar da vulgarização dos sistemas digitais de 6
canais.
O sistema seguiu-se às
experiências com o Cinerama, em 1952, que utilizava três câmaras e
três projetores para obter uma imagem bastante larga. A 20th Century
Fox adquiriu os direitos da lente anamórfica de Henri Chrétien,
expondo em todo o negativo uma imagem comprimida numa proporção de
2:1. Deste modo os primeiros filmes em CinemaScope ocupavam um
retângulo de 2.66:1. A necessidade de juntar quatro pistas sonoras
magnéticas encurtou o espaço do negativo passando-se para um ratio de
2.55:1. Os operadores cinematográficos resistiram à introdução do som
estereofônico devido aos elevados custos, e fizeram lobby para a
manutenção de uma pista sonora em mono, culminando com uma nova
redução na largueza do écran: 2.35:1, que é o atual padrão para os
filmes em formato alargado, filmados com lentes anamórficas ou não.
(Fonte:http://www.cinedie.com/glossario.htm)